Marketing de Conteúdo

10 Perguntas para: Emília Chagas da Contentools

Entrevistamos Emília Chagas, fundadora da startup catarinense Contentools, uma plataforma para gestão de redatores, produtores de conteúdo e projetos de Marketing de Conteúdo.

1) Fale um pouco sobre você: como você começou a carreira até chegar ao mundo do Marketing de Conteúdo?

Sou jornalista (pela Universidade Federal de Santa Catarina) e trabalho com produção e gestão de conteúdo há oito anos. Há algum tempo comecei a perceber que os problemas que as empresas com as quais eu trabalhava tinham não eram problemas só dessas empresas (tanto enterprise quanto startups). Eram problemas mais gerais, que muitas empresas poderiam ter também: desde a dificuldade em documentar a estratégia, em encontrar profissionais qualificados para a produção, até a gestão de ideias com o time, o fluxo de produção, as publicações. Eram problemas que eu queria resolver. Eu queria construir essa solução! Eu sabia que apesar de ter bastante conhecimento sobre o mercado de marketing de conteúdo eu precisaria de apoio para entrar no mundo dos negócios.

Busquei então a expertise de outras pessoas que tinham tido essa mesma jornada e que já tinham tido sucesso ou até que tinham falhado — de forma que eu não cometesse as mesma falhas e pudesse aprender por análogos. Apresentei a ideia para um grupo de empreendedores que eu admiro e que estava montando na época uma startup builder voltada a acelerar projetos em fase inicial. Eles aprovaram a ideia e me ajudaram nas validações iniciais do negócio, seguindo a metodologia do Business Model Canvas e com todas as práticas que são descritas naquele famoso livro do Lean Startup (A Startup Enxuta), de Eric Ryes.

Fizemos um Minimal Viable Product (MVP) para aprender diretamente com os clientes e lançamos ao final de 2013 a primeira versão da plataforma Contentools. Ao longo de 2014 crescemos 10x em faturamento e o time passou de 6 para 25 pessoas. No ano passado (2015) fomos acelerados por uma das maiores aceleradoras do mundo, a 500 Startups e lançamos uma nova versão do produto, focando o mercado internacional.

2) Como você vê o crescimento do mercado lá fora, nos EUA?

O mercado de tecnologias para marketing cresce 20% ano a ano e atingirá a marca de 32 bilhões de dólares em 2018. De acordo com uma pesquisa da Gartner, até o ano que vem (2017), os diretores de marketing estarão investindo mais em tecnologia do que os diretores de TI! É um mercado fantástico, mas que ainda está longe da organização, de atingir um plateau. A cada dia surgem mais e mais soluções desconectadas umas das outras, o que só complexifica a vida do gestor de marketing.

Percebemos pelos nossos clientes e por pesquisas que fizemos que o mercado americano é adepto da praticidade, da produtividade e de tudo o que poupe tempo e processo. Por isso mesmo vejo que no futuro haverá naturalmente uma aglomeração dessas ferramentas em sistemas mais completos e que permitam facilidade de gestão.

3) E no Brasil, quais são as perspectivas?

A maior parte das empresas que percebeu a mudança no processo de compras dos clientes (tanto em mercados B2B quanto B2C) já aderiu ao Inbound Marketing ou está em vias de aderir. O fato é que as pessoas (e as empresas) tomam decisões de compra muito menos por influência de anúncios e argumentos de venda e muito mais por informação e conhecimento que adquirem em suas próprias pesquisas. As empresas que compartilham o que sabem saem na frente na aquisição de novos clientes.

Aos poucos o mercado brasileiro amadurece, no sentido de encarar o marketing de conteúdo com seriedade, como uma estratégia de longo prazo que deve figurar permanentemente dentre os canais de aquisição de novos negócios e mesmo de retenção de clientes. Essas empresas aos poucos usam o retorno obtido dos investimentos para montar suas estruturas, com time multidisciplinar (composto pelo content manager ou gestor de conteúdo, redatores, editor, designer, growth hacker…) e focam em melhorar processos e ganhar produtividade para obtenção de resultados reais. Ainda há um longo

4) Neste contexto, onde as empresas mais pecam ao implementar o Marketing de Conteúdo?

Observo, muitas vezes, desorganização interna quando as empresas que começam a trabalhar o marketing de conteúdo. É natural por ser um processo novo — que demanda aprendizado na fase inicial. Algumas até acreditam que a técnica é mais um modismo. Abordam-na de uma maneira muito tática, deixando o blog no piloto automático, para que as pessoas pensem que a empresa está funcionando, que tem algo sendo criado e publicado. Este é um dos grande enganos que as organizações de pequeno e médio porte cometem.

O marketing de conteúdo tem que ser tratado com mais seriedade. Como uma área estratégica. O marketing está mudando e essa nova área precisa de um líder e de um time multidisciplinar. Vejo que dá muito certo ter profissionais internos atuando em conjunto com externos, sejam eles freelancers ou agências, desde que o coração da estratégia fique dentro da empresa.

5) Se você pudesse dar um conselho para as empresas obterem sucesso com Marketing de Conteúdo, qual seria?

Parar de pensar nas próprias necessidades e criar empatia pelo cliente. Isso quer dizer fazer um esforço para refletir a partir do ponto de vista dele. É muito fácil nos enganarmos nesse sentido. Pensar sempre no ponto de vista da corporação: “como faço para atrair público?”, “como faço para converter?”, “como faço para aquela pessoa comprar o produto?”. Em vez disso, convido os profissionais de marketing a pensar do ponto de vista do cliente, refletir sobre qual o problema que ele está passando e que a nossa empresa vai resolver? Em que momento ele sente esta dificuldade? Como poderíamos ajudá-lo antes mesmo de ele consumir nosso produto ou serviço?. Estas questões têm de ser pensadas na perspectiva do cliente. Acredito que ao fazer isso o conteúdo ajuda totalmente no processo decisório, encaminhando essas pessoas aos poucos, muito antes de se tornarem clientes.

6) O que é a Contentools? Como ela nasceu?

A Contentools é uma Plataforma de Marketing de Conteúdo (em inglês, Content Marketing Platform), um sistema para gestão da produção de conteúdo. Nossa visão é ser all-in-one, o que significa que o gestor/analista de marketing ou content manager tem em um único sistema tudo que ele precise para fazer a gestão inteligente dos seus conteúdos no dia a dia. Nosso produto ainda vai crescer muito, esse é só o começo da jornada.

7) Então a ferramenta ajuda tanto pequenas quanto grandes empresas a produzir mais conteúdo?

Exatamente! Hoje nossos clientes já conseguem reduzir em 75% a carga de tarefas repetitivas na gestão de conteúdo (envio de emails com diferentes versões, publicações no site, blog e em diferentes redes sociais), além de aumentar em até 3x o volume de produção de conteúdo, sem precisar aumentar o time. Uma das funcionalidades do sistema é um network de profissionais de conteúdo. São 1.200 redatores, editores e designers da América Latina, América do Norte, Europa. Todos profissionais com currículos expressivos nas áreas em que atuam e certificados em Inbound Marketing e em Produção de Conteúdo Online.

8) Empresas que antes terceirizavam o conteúdo poderão produzir com bem mais profundidade e qualidade então?

Sim. É importante frisar que não acreditamos que empresas que terceirizem a estratégia de conteúdo consigam alcançar sucesso na mesma proporção daquelas que veem o marketing de conteúdo como uma estratégia de longo prazo. As agências digitais e de inbound mais sérias também entendem isso e envolvem o cliente em todas as etapas do planejamento e nas fases operacionais necessárias (como aprovação de pautas, tom de voz para abordagem de temas-chave e aprovação de peças importantes). Algumas partes da operação é possível terceirizar (como produção de textos e layouts), desde que o líder esteja dentro de casa (da empresa) e o uso desses materiais esteja muito bem alinhado com a estratégia.

9) Quais os números da Contentools hoje?

Hoje atuamos em dois mercados principais, Estados Unidos e Brasil. Centenas de empresas dos mais variados portes usam a plataforma. Nossa meta é crescer 300% em resultados até o final deste ano e manter nosso time enxuto, diversificado e global, baseado em Florianópolis (composto por pessoas de outros países, como Estados Unidos, Peru e Itália).

10) Algum recado final?

Acho interessante comentar que a organização nas empresas para o marketing de conteúdo acaba se assemelhando à estrutura dos veículos de comunicação. As empresas são os novos veículos de mídia! Não à toa, as que levam a sério o marketing de conteúdo acabam montando mini redações. É curioso isso, mas muito importante. É significativo ter a figura de um gestor, content manager, gestor de conteúdo ou editor para coordenar os esforços de pauta, desenvolvimento, entrega e publicação de conteúdo e, claro, de planejamento e mensuração de resultados.

contentools

 

 

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Entrevista concedida a Rafael Rez, do portal www.marketingdeconteudo.com.br

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